segunda-feira, 11 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
Coroa imperial
Fiquei abismada, de boca espantada, quando, depois de escolher o pé da flor - lembrança obrigatória para os 80 anos de uma valente senhora - ela, a florista, a "castrou"! Ali, na bancada dos arrumos, onde se fazem "bouquets".
À flor, pois!
Meteu-lhe dedos adentro e zuca! Num ápice lá foram os estames e o gineceu...
Enquanto ela abotoava a flor no meio de uma qualquer ramagem e buscava uma fita de cor adequada, eu olhava para aquela coisa que, sem o "miolo", não me parecia nada.
Olha que treta... Aquilo era flor de se dar a alguém?!
Olha que treta... Aquilo era flor de se dar a alguém?!
Já o embrulho ia no fim, quando me atrevi a dizer que não queria aquela.
Explicativa, a florista justificou:
- Os estames sujam as pétalas...
Ofereci a flor completa.
Estames e gineceu, mãe!
As pétalas, são decoração...
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quinta-feira, 23 de abril de 2009
sábado, 18 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Príncipio de prazer
à sua volta os pombos cor de lava
nos arabescos pretos do basalto
e gente, muita gente que passava
e se detinha a olhá-la em sobressalto
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no seu olhar havia uma promessa
nos seus quadris dançava um desafio
num relançe de barco mas sem pressa
que fosse sol-poente pelo rio
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trazia nos cabelos um perfume
a derramar-se em praias de alabastro
e um brilho mais sombrio quase lume
de fogo-fátuo a coroar um mastro
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seu porte altivo punha à vista o puro
princípio do prazer que caminhava
carnal e nobre e lúcido e seguro
como qualquer coisa de uma orquídea brava
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e nas ruas da baixa pombalina
sua blusa encarnada era a bandeira
e o grito da revolta na retina
de quem fosse atrás dela a vida inteira.
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Vasco Graça Moura, em "Antologia dos Sessenta Anos"
sexta-feira, 10 de abril de 2009
quinta-feira, 9 de abril de 2009
terça-feira, 7 de abril de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009
domingo, 29 de março de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
segunda-feira, 23 de março de 2009
sábado, 21 de março de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
domingo, 15 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
domingo, 8 de março de 2009
Mimosas
(Estamos mesmo na altura certa.
A Primavera já anda no ar.
Turistas( yes!) ainda os vemos pouco.
Que tempo bom! )
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quarta-feira, 4 de março de 2009
BÓBI, o galheteiro
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Neste sítio que frequento com a necessária assiduidade, é ternamente denominado de Bóbi.
Fica ao nosso lado, fiel e obediente, durante todo o tempo em que nos esticamos no cadeirão.
O Bóbi incorpora uma máquina rectangular, com números e botões, ligada ao coração por 3 eléctrodos.
O Bóbi incorpora um galheteiro, onde se penduram os temperos, fundamentais à boa salada.
O Bóbi tem de 6 a 8 patas, com rodas, que se movem a 360 graus, e nos levam à casa de banho.
Fica ao nosso lado, fiel e obediente, durante todo o tempo em que nos esticamos no cadeirão.
O Bóbi incorpora uma máquina rectangular, com números e botões, ligada ao coração por 3 eléctrodos.
O Bóbi incorpora um galheteiro, onde se penduram os temperos, fundamentais à boa salada.
O Bóbi tem de 6 a 8 patas, com rodas, que se movem a 360 graus, e nos levam à casa de banho.
O Bóbi segue-nos sempre, cegamente.
O Bóbi não ladra, apita!
Apita insistentemente, sem alterar o tom, ao menor sinal de alarme!
O Bóbi não ladra, apita!
Apita insistentemente, sem alterar o tom, ao menor sinal de alarme!
(Demora, o tempero… E sem certezas de uma boa salada!)
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(porta 1. sala 5.em projecto.)
segunda-feira, 2 de março de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
"Solilóquios carecas"
"Caraças de cabelo o meu
Que raio de pelo
Valia mais tapá-lo
Disse-me eu
Valia mais cortá-lo
Disse-me ele
(o meu cabelo, claro)
Cortei-o
À escovinha
Nem a largura de um dedo
Soldado raso, parecia eu
Choveu
Deu um frio danado
A falta que me fazia o marafado
Nem penses que eu não cresço
Nem um dedo
Dizia-me ele
(o meu cabelo, pois)
Hoje decidi-me
De hoje e para todo o sempre
De hoje até à eternidade
Depois que desapareçam as estrelas
Depois que sejam só buracos negros
Anãs brancas
Dessas coisas estranhas
Hoje mesmo, tapo-o
Arrumo este malvado
Compro um monte de chápéus
Com abas
Com fitas de cores
Toucas
Boinas
Bonés à Corto Maltese
Cofiós dos negros
Fofos em palhinhas finas
Cinzentos, azuis
Vermelhos, pretos
E verdes
Chapéus verde alface com plumas
Sim, cabelo meu
Fica sabendo
De hoje para a frente
Nem um pelo deixo ver-te
Ficas tão airosa de chapéu
Disse-me ele
(o meu cabelo,
quem havera de sê-lo?!)"
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(o cabelo é meu, o poema, da Fátima)
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
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