
Hugo Pratt inventou-o, todo completo.
Corto Maltese.
Irreverente. Inconformista. Do lado de fora da lei. Um pouco anarquista.
Corto Maltese,
o homem que traçou a golpe de navalha o destino na palma da mão.
(Um dos meus heróis de papel)
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Sinto-me em casa no profundo do olhar do amigo, que não precisa de palavras para o dizer. Sinto-me em casa no dentro dos braços dos meus filhos e eu com eles no dentro dos meus. Sinto-me em casa num afago simples, só porque sim, só porque tocar e ser tocado é bom. Sinto-me em casa com os lápis e pincéis e a ilusão que me dão de que o mundo é colorido. Sinto-me em casa quando, no vinil da Ellis Regina, ainda ouço o tema intemporal: “Como nossos pais”.